Madeira pretende continuar projeto de saúde digital que envolveu 501 utentes

28 de Fevereiro 2025

O Governo da Madeira pretende dar continuidade ao projeto europeu designado Smart Bear, no qual participaram 501 utentes da região autónoma, que permite o acompanhamento de pacientes com mais de 65 anos por via digital.

“Vamos continuar o projeto de outra forma, provavelmente com apoios do governo, no sentido de continuarmos a acompanhar estes 500 utentes e também alargar a mais”, disse o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos.

O governante falava no âmbito da conferência de apresentação dos resultados do projeto, no Funchal.

No global, o Smart Bear envolveu cerca de cinco mil pacientes em cinco países – Portugal, França, Itália, Grécia e Roménia -, sendo que na Madeira, a região piloto do país, foram distribuídos mais de 2.700 dispositivos aos 501 pacientes, o que resultou em mais de seis milhões de observações recolhidas na plataforma.

O Smart Bear visa proporcionar uma maior independência aos utentes com mais de 65 anos, principalmente os que sofrem de perda auditiva, doenças cardiovasculares, deficiências cognitivas, problemas de saúde mental, perturbações do equilíbrio e fragilidade.

A aplicação fornece um centro de controlo único que comunica bidirecionalmente com o HomeHub (integrador unificado de dispositivos e sensores domésticos), bem como a integração e o tratamento de dados dos dispositivos e sensores que capturam medições fisiológicas e relacionadas com a saúde.

As medições são enviadas para a cloud do Smart Bear (SB@Cloud) para serem armazenadas e processadas, que também pode receber informações personalizadas para informar, alertar e notificar cada utilizador, garantindo maior autonomia aos utentes e menos carga sobre os serviços públicos.

O secretário regional da Saúde explicou que este é um dos dez projetos no âmbito da saúde digital financiados pela União Europeia em que a Madeira está envolvida, num total de 7,2 milhões de euros.

O Smart Bear corresponde a um investimento de 2 milhões de euros e foi coordenado por Ricardo Jardim Gonçalves, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e investigador no UNINOVA – Instituto Desenvolvimento de Novas Tecnologias.

Outro dos projetos em curso na região autónoma, também orçado em 2 milhões de euros, visa desenvolver um sistema de acompanhamento, monitorização e deteção de micro-organismos em águas residuais responsáveis pela transmissão de doenças como covid-19 e zika, entre outras.

“São situações de saúde pública que podem afetar todos os países e todas as regiões devido aos movimentos migratórios”, disse Pedro Ramos, adiantando que o projeto prevê a instalação de equipamentos nos portos e aeroportos.

NR/HN/Lusa

 

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