Paulo Raimundo apela a “forte mobilização” dos sindicatos e profissionais na defesa do SNS

28 de Janeiro 2023

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, apelou hoje a uma “forte mobilização” dos sindicatos, profissionais de saúde e sociedade na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), salientando a importância de preservar a saúde de mulheres e crianças.

Numa iniciativa intitulada “A saúde na gravidez, no parto e na infância – o papel essencial do Serviço Nacional de Saúde”, que decorreu hoje em Lisboa, Paulo Raimundo disse estar consciente dos desafios que o setor enfrenta mas salientou que “há muitas forças disponíveis para defender o direito à saúde das mulheres e das crianças, exigindo o reforço do SNS”.

“Para isso é necessária uma forte mobilização da nossa sociedade, dos profissionais de saúde, do movimento sindical, das populações, das comissões de utentes, das associações cívicas, de muitas personalidades que se posicionaram inequivocamente na defesa do SNS”, apelou.

O secretário-geral falava numa sala com algumas crianças, incluindo bebés, onde esteve durante cerca de duas horas a ouvir testemunhos de profissionais de saúde, mães e outros cidadãos, iniciativa na qual também participou Bernardino Soares, membro do Comité Central do PCP e responsável pela área da política de saúde do partido.

“Apelo a que tomem nas mãos a defesa do SNS, que é o mesmo que defender os direitos das mulheres e das crianças”, defendeu, alertando que “a saúde é também resultado das condições socioeconómicas em que a sociedade se insere”.

O líder comunista sublinhou que “o SNS desde a sua criação tem sido um exemplo de excelência de trabalho e dedicação no que à saúde maternoinfantil diz respeito”, enaltecendo que atualmente “praticamente 100% dos partos são feitos em meio hospitalar”.

“Não alinhamos no discurso do caos. Se denunciamos as carências do SNS, as carências que tem, é precisamente para procurar caminhos para superar essas mesmas carências”, vincou.

Para o PCP, o que é necessário é “aumentar a prevenção e a resposta e não fazer da gravidez, do parto e da saúde das crianças mais um negócio”.

Quanto ao encerramento de urgências de obstetrícia, Raimundo criticou o executivo: “O Governo optou agora, não por encerrar à descarada, mas por ir agendando devagarinho os encerramentos. Caros amigos a camaradas, nós já vimos este filme, isto levará ao objetivo que têm dos encerramentos definitivos”, alertou.

“E à pergunta de quanto custa esse SNS forte, capaz, robusto e a funcionar em pleno, quanto custa? A esta pergunta, respondemos com toda a clareza que terá os custos que forem necessários para garantir todos os acesso à saúde”, afirmou.

Na visão de Paulo Raimundo, os custos deste reforço do SNS seriam “menos do que entregar serviços ao privado”, situação que sai cara “ao país e ao orçamento do país”.

“Aquilo que a experiência nos tem demonstrado é que não estamos perante um problema de falta de dinheiro. Estivesse ele distribuído de outra forma, fosse ele para onde devia ir, estaríamos numa situação bem diferente”, vincou.

LUSA/HN

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