A decisão de manter a mpox como uma emergência de saúde pública internacional foi tomada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que aceitou as recomendações dos peritos que integram o Comité de Emergência, que se reuniram na terça-feira para avaliar a evolução da doença.
Em comunicado, a OMS adiantou que os especialistas aconselharam o diretor-geral a manter este nível de alerta “com base no aumento contínuo de números [de casos] e na dispersão geográfica, na violência no leste da República Democrática do Congo — que dificulta a resposta — bem como na falta de financiamento para implementar o plano de resposta”.
Devido ao aumento de infeções pelo vírus mpox na República Democrática do Congo e à sua propagação aos países vizinhos, a OMS determinou em agosto de 2024 que a doença cumpria os critérios para ser declarada como uma emergência de saúde pública internacional.
Este nível de alerta está previsto no Regulamento Sanitário Internacional de 2005, que constitui um acordo jurídico vinculativo e que envolve 196 países, incluindo todos os Estados-membros da OMS.
Uma emergência de saúde pública de internacional, que foi também aplicada para a covid-19, é declarada perante um evento extraordinário que constitui um risco para a saúde pública de outros países, através da propagação de uma doença que requer uma resposta internacional coordenada.
Nos últimos 12 meses – até 16 de fevereiro – 22 países de África reportaram 21.067 casos confirmados, incluindo 74 mortes, como a República Democrática do Congo, o Burundi e o Uganda a apresentarem o maior número de infeções.
Em Portugal, de acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde de dezembro de 2024, foram confirmados um total de 1.210 casos desde maio de 2022, dividido por três surtos, e duas mortes.
O mpox transmite-se sobretudo pelo contacto próximo com pessoas infetadas, incluindo por via sexual.
NR/HN/Lusa
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