Comunidade escolar de Vila Real envolvida na prevenção contra o cancro

Comunidade escolar de Vila Real envolvida na prevenção contra o cancro

As iniciativas vão ser concretizadas no âmbito de um protocolo assinado hoje entre as quatro escolas públicas do concelho, o município de Vila Real e a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte.

Desde o jardim de infância até ao 12.º ano há 6.118 alunos a frequentar o ensino público em Vila Real.

Vítor Veloso, representante daquele núcleo regional, afirmou que o cancro tem “cada vez mais a ver o estilo de vida das pessoas” e, por isso, ressalvou que a “prevenção é fundamental”, que é preciso dizer “não aos comportamentos de risco” e adotar “estilos de vida saudáveis”.

“Queremos que os cancros apareçam em menor quantidade, queremos que apareçam mais tarde e queremos que eles sejam detetados precocemente. Um cancro pequeno é um cancro que é curável”, afirmou, salientando que a tendência é que a prevalência dos cancros aumente.

Nas escolas secundárias Camilo Castelo Branco e de São Pedro e agrupamentos de escolas Diogo Cão e Morgado de Mateus vão ser reforçadas as ações de promoção da saúde escolar, através de iniciativas de sensibilização, de formação e no âmbito da disciplina de cidadania.

“Nós vamos trabalhar de uma forma ainda mais articulada e provavelmente muito mais assertiva no sentido da prevenção dos casos de cancro. Começa desde já por alertar para aquilo que são os riscos inerentes ao cancro, os diversos tipos de cancro que podem existir e também eles (alunos) serem um agente de sensibilização em casa”, afirmou Helena Correia, diretora da Escola Camilo Castelo Branco.

O vice-presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, destacou o trabalho em rede que vai ser desenvolvido e o que “muito bom já é feito” no contexto educativo pelas equipas de saúde escolar e promotoras da educação para a saúde.

“O que estamos a fazer é a prevenção primária no sentido mais lato, ou seja, potenciar a adoção de estilos de vida saudáveis, de escolhas mais conscientes, a literacia para a saúde, para percebermos que aquilo que fazemos com o nosso corpo vai ter sempre uma fatura, seja ela boa, seja ela menos positiva”, afirmou.

Também hoje foi anunciado um reforço de 75 mil euros para o Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, que tinha uma dotação orçamental inicial de 930 mil euros, e foram anunciadas atividades a concretizar até ao final do ano letivo, que são uma extensão do trabalho iniciado já em 2019/2020.

Estas ações visam contribuir para a melhoria do sucesso educativo dos alunos reduzindo as saídas precoces do sistema educativo, combatendo o insucesso escolar (taxas de desistência e de retenção), reforçando a equidade no acesso à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, dotando discentes e docentes de ferramentas que podem e devem ser utilizadas no seu futuro pessoal, estudantil e profissional.

“A nível do abandono escolar tivemos ótimos resultados, mas também a nível do sucesso. Estes projetos não são folclore, tiveram sempre metas que foram atingidas”, frisou Rita Mendes, da Escola Secundária de São Pedro.

A responsável defendeu a que a iniciativa tenha continuidade com projetos que tenham linhas de atuação idênticas.

LUSA/HN

LPCC e Gillette lançam bolsa de investigação na área do cancro da próstata

LPCC e Gillette lançam bolsa de investigação na área do cancro da próstata

Esta bolsa deve-se à campanha promovida pela Gillette entre 12 de outubro e 22 de novembro, sob o mote “Com ou Sem Barba, Podes Ajudar”, na qual, na compra de um produto da marca Gillette ou King C Gillette (excluindo lâminas descartáveis), cada consumidor contribuiu para uma bolsa de investigação da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Este tipo de iniciativas e a investigação na área do cancro da próstata são cruciais num contexto em que este cancro, em Portugal, é o mais incidente no homem, com cerca de 6.759 novos casos no ano de 2020, esperando-se que este número aumente em cerca de 20% dentro de duas décadas. Esta é geralmente uma doença silenciosa e, por esta razão, o diagnóstico precoce é um ponto fulcral no combate contra o cancro da próstata.

O diagnóstico precoce, juntamente com o tratamento de qualidade e atempado, tem sido fundamental no aumento da sobrevida, da qualidade de vida e na diminuição da mortalidade que se tem verificado ao longo dos anos.

A investigação, a literacia em saúde e a consciencialização da sociedade são fundamentais para o sucesso das intervenções em saúde.

“É com muito orgulho que a Gillette e King C Gillette veem a abertura das candidaturas para esta bolsa, tão relevante para o homem. Gillette, que celebra este ano 120 anos de existência, e mais recentemente também King C Gillette são marcas que fazem e querem fazer parte do dia a dia dos homens, nos bons e maus momentos. Mais do que um contributo das marcas, esta bolsa é um contributo de todos os consumidores que, com ou sem barba, quiseram ajudar”, diz Francisco Reis, Brand Manager da Gillette e King C Gillette.

O prazo para as candidaturas (aqui) foi prolongado até 28 de fevereiro.

PR/HN/Rita Antunes

Abertas candidaturas para bolsas de investigação na área do cancro infantil

Abertas candidaturas para bolsas de investigação na área do cancro infantil

Em comunicado, a LPCC anunciou o lançamento de duas bolsas de investigação que tenham “atenção especial pelas características específicas” do cancro infantil, pois trata-se de uma doença com “enorme carga emocional” para as famílias e doentes.

Conscientes da importância da investigação científica no âmbito do cancro pediátrico, a LPCC e a Lions Portugal irão atrbuir duas bolsas no valor de 13.500 euros cada para promover o trabalho de investigação neste âmbito.

Poderão candidatar-se à Bolsa todos os investigadores licenciados que apresentem um projeto de investigação médica ou social em oncologia pediátrica, cuja equipa inclua pelo menos um médico, preferencialmente como investigador principal ou orientador do projeto.

Os projetos serão avaliados pela: pertinência e relevância, impacto, originalidade e nível de investigação e rigor científico.

As candidaturas estarão abertas até ao dia 24 de março de 2022. Os candidatos serão informados do resultado da avaliação do júri a partir do dia 29 de abril de 2022.

PR/HN/Vaishaly Camões

Centro recupera atraso no diagnóstico de cancro da mama com nova unidade de rastreio

Centro recupera atraso no diagnóstico de cancro da mama com nova unidade de rastreio

“Com o custo aproximado de 350 mil euros, este valor acresce aos anteriores 3,5 milhões de euros de investimento no diagnóstico precoce de cancro da mama na região Centro”, refere uma nota enviada à agência Lusa.

Segundo o comunicado, o NRCLPCC prossegue “a sua política de atualização tecnológica dos meios de diagnóstico do Programa de Rastreio de Cancro da Mama, atividade iniciada na década de 90 na região Centro”, através do investimento em unidades e equipamentos de mamografia de última geração.

Os equipamentos mamográficos estão dotados de tecnologia mamográfica digital direta e preparados para a tomossíntese e foram adquiridos com receitas próprias proveniente de angariação de fundos.

No Dia Mundial do Cancro, a Liga Contra o Cancro traça um retrato preocupante da realidade oncológica em Portugal no contexto pandémico de covid-19, estimando que o cancro matou “30.168 pessoas em Portugal em 2020, número que tenderá a crescer nos próximos anos face aos atrasos do diagnóstico e tratamento”.

Nesse sentido, o presidente do NRCLPCC, Vítor Rodrigues, destacou que a nova unidade de rastreio “pretende reforçar a recuperação dos atrasos de diagnóstico decorrente do encerramento do rastreio durante três meses, em 2020, e de alguma dificuldade de normalização posterior”.

“Embora, neste momento, a atividade de rastreio de cancro da mama esteja normalizada, urge resolver os atrasos entretanto verificados no mais curto prazo de tempo”, sublinhou.

O núcleo regional referiu ainda que a incidência de cancro tende a aumentar em todo o mundo e a matar anualmente cerca de 10 milhões de pessoas, o equivalente à população de Portugal.

Liga Portuguesa Contra o Cancro faz diagnóstico da doença oncológica no contexto pandémico

Liga Portuguesa Contra o Cancro faz diagnóstico da doença oncológica no contexto pandémico

O número de mortes tenderá a crescer nos próximos anos, observa a LPCC, face aos atrasos do diagnóstico e tratamento, sendo que o grande impacto nas mortes por cancro deverá sentir-se dentro de um a cinco anos.

A LPCC defende que é importante e urgente que se verifique uma reorganização do sistema nacional de saúde em defesa do doente e uma maior aposta em programas de prevenção, deteção precoce e tratamento do cancro em Portugal. É importante, sobretudo, uma reorganização dos cuidados de saúde primários focada nos diagnósticos e na referenciação do doente com cancro, alerta a LPCC.

Relativamente ao programa de rastreios oncológicos nos cuidados de saúde primários, de acordo com dados do Estudo do Movimento Saúde em Dia, houve menos 18% de mulheres com mamografia realizada, menos 13% de mulheres sem registo de colpocitologia atualizada e menos 5% de utentes com rastreio do cancro do cólon e reto efetuado.

Os dados sugerem que muitos casos de novos cancros ficaram por identificar durante os anos de pandemia.

Além da diminuição do número de rastreios, que teve impacto direto nos diagnósticos de cancro, a LPCC aponta a diminuição da capacidade assistencial dos cuidados de saúde primários, face à necessidade de dar resposta à pandemia, como fator que contribuiu para a redução de diagnósticos. Nos casos em que não havia um diagnóstico precoce organizado e que constituem cancros mais agressivos – cancro do pulmão, intestino e fígado, por exemplo – verificaram-se mais diagnósticos tardios.

Por outro lado, as restrições resultantes da pandemia por Covid-19 obrigaram a LPCC a suspender o programa de rastreio de cancro da mama durante seis meses em 2020/2021. Em 2019, foram efetuadas 339.164 mamografias nas unidades móveis e fixas. Este número teve uma descida abrupta em 2020, para 170 mil mamografias, mas foi possível uma normalização do número de mulheres rastreadas em 2021, com 353.062 mamografias efetuadas.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro diz também que o tempo de espera pela emissão de atestados de incapacidade multiuso ao doente oncológico aumentou durante a pandemia e que há doentes a aguardar há mais de dois anos por um documento essencial para acederem aos benefícios, nomeadamente fiscais. A LPCC afirma que a situação piorou devido à suspensão de juntas médicas, sendo que o maior problema está nos doentes diagnosticados durante a pandemia.

De acordo com dados do Globocan, o cancro é a segunda causa de morte mais frequente em Portugal, com 60.467 novos casos em 2020. O cancro colorretal é o mais comum em Portugal, com 10.501 novos casos, seguindo-se o da mama (7.041), o da próstata (6.759) e o do pulmão (5.415). Os números mais recentes da incidência são de 2020.

PR/HN/Rita Antunes