EIT Health InnoStars premeia soluções nacionais para obesidade, quedas e pressão arterial

22 de Junho 2020

Uma plataforma para promover comportamentos saudáveis na obesidade, outra para detetar e prever quedas e a automonitorização da pressão arterial com recurso à câmara do ‘smarphone’ foram os três projetos nacionais distinguidos pelo EIT Health InnoStars.

Em comunicado, a EIT Health avança hoje que o programa EIT Health InnoStars apoiou 15 projetos europeus de saúde “inovadores e promissores”, sendo que entre estes encontram-se três nacionais, designadamente da Universidade do Porto (UP).

Cada projeto receberá até 75 mil euros em 2020 para o desenvolvimento de “produtos ou soluções inovadoras”, bem como para a orientação e acesso à rede “dos principais ‘players’ da área da saúde na Europa”, garante a organização sem fins lucrativos da área de inovação em saúde.

Um dos projetos distinguidos foi o LIBRA, uma plataforma digital que visa “promover e sustentar comportamentos saudáveis na obesidade”, desenvolvido pela ‘spin-off’ Promptly Health da UP e do Centro Hospitalar Universitário de São João.

Também o projeto FRADE, desenvolvido pela Associação Fraunhofer Portugal Research, pela Escola Superior de Enfermagem do Porto e pela UP foi distinguido. A solução assenta numa plataforma de deteção, avaliação e prevenção de quedas e do seu risco.

O projeto ADHERENCE, desenvolvido pelo CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e pela ‘spin-off’ MEDIDA também foi premiado com uma solução de adesão ao tratamento da hipertensão e automonitorização da pressão arterial com recurso à câmara fotográfica de um ‘smartphone’.

Citado no comunicado, Elísio Costa, coordenador do EIT Health Hub da Universidade do Porto, afirma que o objetivo é “estimular o desenvolvimento de inovações na área da saúde” na região Norte.

“Trabalhamos constantemente na procura de novos talentos e convidamo-los a aproveitar as oportunidades oferecidas pelo EIT Health”, refere.

Na nota enviada, a organização esclarece que quase 40% dos projetos premiados assentam em soluções de ‘big data’, ‘cloud’, aplicações e plataformas móveis.

“Como os prestadores de cuidados de saúde criam e coletam diariamente uma enorme quantidade de informação na área da saúde, é urgente encontrar soluções para lhes permitir o acesso e interpretação desses mesmos dados”, lê-se.

Além dos três projetos portugueses, foram também distinguidos projetos da Roménia (quatro), da Itália (dois), da Eslovénia (dois), da Croácia (um), da República Checa (um), Letónia (um) e Lituânia (um).

Também citada no comunicado, Mónika Tóth, a manager do programa, afirma que o propósito é “promover a próxima geração de inovadores e apoiar o estabelecimento de novos negócios emergentes em saúde”.

LUSA/HN

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