Macau planeia só deixar estrangeiros de territórios sem casos há mais de 130 dias

12 de Agosto 2020

Macau só vai permitir a entrada de estrangeiros quando estes vierem de territórios sem casos de Covid-19 há mais de 130 dias consecutivos, admitiu esta quarta-feira o chefe do Governo, Ho Iat Seng.

O Governo “ainda não tem planos para abrir para os estrangeiros porque (…) não se pode dizer que são zonas de risco baixo”, afirmou numa conferência de imprensa antes de partir para uma visita oficial a Pequim que se prolonga até segunda-feira e durante a qual estão agendadas reuniões para discutir a cooperação com a vizinha província de Guangdong e os trabalhos de prevenção e combate à pandemia.

“Se ficarem na mesma situação que nós, há mais de 130 dias sem infetados [domésticos], podemos considerar claramente”, explicou o governante.

“Agora, nenhum país pode atingir isso, por isso, ainda não planeamos a abrir”, concluiu.

Macau, que nunca registou qualquer caso de transmissão comunitária com o novo coronavírus, começou a levantar algumas restrições fronteiriças com a China continental, mantendo a política de Pequim de proibir para já a entrada de visitantes estrangeiros, algo que tem sido seguido também por Hong Kong, salientou o chefe do Governo.

Na terça-feira, a China já indicou que planeia autorizar em todo o país a emissão de vistos turísticos para Macau a partir de 23 de setembro.

A emissão de vistos turísticos individuais e de grupo pode ser autorizada a partir de hoje a residentes de Zhuhai e deverá ser alargada a toda a província de Guangdong em 26 de agosto se a situação pandémica em ambos territórios se mantiver estável.

A emissão de vistos turísticos para entrada em Macau é uma medida considerada essencial para revitalizar a economia na capital mundial do jogo que sofreu uma quebra sem precedentes a rondar os 90%, tanto na exploração dos casinos como no número de visitantes.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 736 mil mortos e infetou mais de 20,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

LUSA/HN

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