Três mortes registadas no surto do lar da Misericórdia de Mértola

3 de Janeiro 2021

Três utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Mértola (Beja) morreram na sequência do surto de covid-19 registado naquela unidade, subindo para quatro o número de vítimas mortais, disse o provedor da instituição.

José Alberto Rosa indicou à agência Lusa que morreram duas mulheres, no hospital de Beja, e um homem que estava na Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP) de Mértola, criada no Pavilhão Desportivo Municipal da vila.

Segundo o provedor, a outra vítima mortal é uma mulher que morreu esta semana no hospital de Beja.

“A situação agravou-se e temos a registar quatro mortes e 62 utentes positivos”, adiantou o provedor.

José Alberto Rosa explicou que os 62 utentes que fizeram testes com resultados positivos para o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, estão na ZCAP de Mértola, acrescentando que apenas cinco utentes tiveram “resultados negativos”, totalizando os 71 utentes do lar, incluídos os quatro óbitos.

O provedor adiantou que dos testes efetuados na quinta-feira, 12 utentes “testaram positivo”, totalizando os 62 que estão infetados.

O responsável indicou ainda que 36 funcionários da instituição também estão infetados com o vírus que provoca a covid-19, entre eles uma enfermeira e a diretora técnica, que estão “assintomáticos ou com sintomas ligeiros”.

“No hospital de Beja estão internados pelo menos dois utentes do lar”, adiantou o provedor.

Segundo José Alberto Rosa, o primeiro caso de infeção confirmado foi de um utente do lar, que começou a ter febre e foi ao hospital de Beja, onde fez um teste de despiste do vírus que deu resultado positivo.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.827.565 mortos resultantes de mais de 83,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.045 pessoas dos 423.870 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Cuidados continuados integrados: o desafio da fragmentação em Portugal

A prestação de cuidados continuados em Portugal caracteriza-se pela fragmentação entre serviços de saúde e sociais, criando lacunas na assistência a idosos e pessoas com dependência. A falta de coordenação entre os diferentes níveis de cuidados resulta em transições inadequadas e sobrecarga para as famílias

Cuidados Paliativos em Portugal: Cobertura Insuficiente para uma População que Envelhece

Portugal enfrenta uma lacuna crítica nos cuidados paliativos. Com uma população envelhecida e uma vaga de doenças crónicas, milhares terminam a vida em sofrimento, sem acesso a apoio especializado. A cobertura é um retalho, o interior é um deserto de cuidados e as famílias carregam sozinhas o peso de um fim de vida sem dignidade

O Paradoxo Português: Mais Médicos Não Significa Melhor Saúde

Portugal supera a média da OCDE em número de médicos, uma vantagem que esconde uma fragilidade crítica. A escassez persistente de enfermeiros compromete a eficácia dos cuidados, sobrecarrega o sistema e expõe um desequilíbrio perigoso na equipa de saúde nacional

Prescrição segura em Portugal: antibióticos e opioides ainda acima das melhores práticas internacionais

Portugal mantém níveis de prescrição de antibióticos nos cuidados primários superiores à média da OCDE, um padrão partilhado com outros países do sul da Europa. Este uso excessivo, aliado a uma tendência crescente para opioides, alerta para riscos de resistência antimicrobiana e dependência, exigindo uma estratégia nacional concertada para mudar práticas clínicas e culturais profundamente enraizadas

Prevenção em Saúde: A Cura que Portugal Ignora

Apenas 3% da despesa em saúde em Portugal é canalizada para a prevenção. Este investimento residual, estagnado há uma década, condena o sistema nacional a um ciclo vicioso de tratamentos caros e reativos. Enquanto isso, países como a Finlândia e o Canadá demonstram que priorizar a prevenção é a estratégia mais inteligente e económica para travar o tsunami das doenças crónicas

Inovação em Saúde Portuguesa: O Labirinto Burocrático que Prende o Futuro

O relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE expõe uma contradição gritante em Portugal: apesar de uma investigação robusta e profissionais qualificados, a inovação em saúde enfrenta anos de entraves burocráticos, deixando os doentes à espera de terapias já disponíveis noutros países e travando a modernização do SNS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights