Bolsa inverte tendência e segue em alta alinhada com principais congéneres europeias

14 de Janeiro 2021

A bolsa em Lisboa segue em alta, invertendo a tendência da abertura, alinhada com a tendência das principais bolsas europeias. Na quarta-feira, o índice de referência, o PSI20, encerrou com uma descida de 0,69% para 5.091,61 pontos, em contraciclo com a maioria das bolsas europeias.

Hoje, pelas 09:00, o PSI20 seguia a avançar 0,31% para 5.107,15 pontos, com nove ações em baixa, sete em alta e duas inalteradas.

A Sonae SGPS e a EDP Renováveis eram as ações que mais subiam, com ganhos de 2,27% e 1,06% para 0,70 euros e 23,75 euros, respetivamente.

O BCP avançava 0,45% para 0,13 euros, enquanto a Galp subia 0,11% para 9,27 euros.

A EDP permanecia inalterada nos 5,37 euros.

A Ramada Investimentos e a NOS seguiam em queda de 1,07% e 0,73% para 4,63 euros e 3,01 euros, respetivamente.

A Jerónimo Martins, por seu turno, seguia em queda de 0,61% para 14,68 euros.

Lisboa seguia alinhada com a tendência das principais bolsas europeias que abriram hoje em alta, com os investidores focados nos Estados Unidos, onde podem ser aprovados mais estímulos económicos.

Os investidores também continuam atentos ao avanço da pandemia e aos planos de vacinação e às consequências que podem ter a subida dos juros das dívidas soberanas a nível global.

Ainda que a subida dos juros da dívida soberana tenha começado nos EUA, depois da viragem do controlo do Senado para os democratas, a tendência já alastrou para a Europa, com os juros da dívida da Alemanha a 10 anos – considerada a mais segura da zona euro – a subirem.

A nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,2151 dólares, contra 1,2165 dólares na quarta-feira e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro.

O barril de petróleo Brent para entrega em março abriu com tendência positiva no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 56,34 dólares, contra 56,06 dólares na quarta-feira e um novo máximo desde fevereiro de 2020, de 56,58 dólares em 12 de janeiro.

NR/HN/LUSA

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Cuidados continuados integrados: o desafio da fragmentação em Portugal

A prestação de cuidados continuados em Portugal caracteriza-se pela fragmentação entre serviços de saúde e sociais, criando lacunas na assistência a idosos e pessoas com dependência. A falta de coordenação entre os diferentes níveis de cuidados resulta em transições inadequadas e sobrecarga para as famílias

Cuidados Paliativos em Portugal: Cobertura Insuficiente para uma População que Envelhece

Portugal enfrenta uma lacuna crítica nos cuidados paliativos. Com uma população envelhecida e uma vaga de doenças crónicas, milhares terminam a vida em sofrimento, sem acesso a apoio especializado. A cobertura é um retalho, o interior é um deserto de cuidados e as famílias carregam sozinhas o peso de um fim de vida sem dignidade

O Paradoxo Português: Mais Médicos Não Significa Melhor Saúde

Portugal supera a média da OCDE em número de médicos, uma vantagem que esconde uma fragilidade crítica. A escassez persistente de enfermeiros compromete a eficácia dos cuidados, sobrecarrega o sistema e expõe um desequilíbrio perigoso na equipa de saúde nacional

Prescrição segura em Portugal: antibióticos e opioides ainda acima das melhores práticas internacionais

Portugal mantém níveis de prescrição de antibióticos nos cuidados primários superiores à média da OCDE, um padrão partilhado com outros países do sul da Europa. Este uso excessivo, aliado a uma tendência crescente para opioides, alerta para riscos de resistência antimicrobiana e dependência, exigindo uma estratégia nacional concertada para mudar práticas clínicas e culturais profundamente enraizadas

Prevenção em Saúde: A Cura que Portugal Ignora

Apenas 3% da despesa em saúde em Portugal é canalizada para a prevenção. Este investimento residual, estagnado há uma década, condena o sistema nacional a um ciclo vicioso de tratamentos caros e reativos. Enquanto isso, países como a Finlândia e o Canadá demonstram que priorizar a prevenção é a estratégia mais inteligente e económica para travar o tsunami das doenças crónicas

Inovação em Saúde Portuguesa: O Labirinto Burocrático que Prende o Futuro

O relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE expõe uma contradição gritante em Portugal: apesar de uma investigação robusta e profissionais qualificados, a inovação em saúde enfrenta anos de entraves burocráticos, deixando os doentes à espera de terapias já disponíveis noutros países e travando a modernização do SNS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights