Guiné-Bissau vacina quase 900 mil crianças contra sarampo e rubéola

6 de Dezembro 2024

Quase 900 mil crianças guineenses vão ser vacinadas nos próximos dias contra o sarampo e rubéola numa campanha nacional que incluiu ainda reforço nutricional e desparasitação e que arranca hoje na Guiné-Bissau.

A iniciativa do Ministério da Saúde Pública, em colaboração com vários parceiros internacionais, decorre até 15 de dezembro em todas as regiões sanitárias do país para vacinar gratuitamente 896.745 crianças dos nove meses aos 14 anos contra o sarampo e a rubéola.

A campanha inclui, também, a administração de suplemento com vitamina a 335.473 crianças dos seis aos 59 meses e a desparasitação com Albendazol de 286.012 crianças dos 12 aos 59 meses, segundo divulgou o Ministério da Saúde Pública.

O Governo guineense está a enviar mensagens via telemóvel a avisar a população da campanha que não se realizava desde 2019 na Guiné-Bissau e que abrange todas as 11 áreas sanitárias do país.

De acordo com a informação disponibilizada, “esta nova campanha visa contribuir para a eliminação do sarampo e da rubéola, reforçando a imunidade das crianças dos nove meses aos 14 anos de idade”.

Além disso, “a campanha também busca combater deficiências nutricionais e parasitoses intestinais em crianças menores de 59 meses”.

O Governo alerta que “o sarampo e a rubéola são doenças altamente contagiosas que podem levar a complicações graves e fatais” e assegura que “a vacinação é a única forma eficaz de prevenir essas doenças”.

A vacinação, acrescenta, “é segura, eficaz e gratuita, protegendo as crianças por toda a vida”.

A campanha que hoje começa será realizada em postos fixos nas estruturas sanitárias das regiões, com equipas avançadas em zonas distantes, equipas móveis em zonas de difícil acesso e postos temporários em mercados, escolas, e outros locais públicos.

O Ministério da Saúde Pública agradece o apoio técnico e financeiro dos parceiros, nomeadamente, a Aliança Global para a Vacinação – GAVI, a Organização Mundial da Saúde – OMS, Plan International e a Unicef.

“Esta campanha é uma iniciativa crucial para proteger a saúde das nossas crianças e da população em geral, prevenindo doenças graves e promovendo o bem-estar de todos nós”, enfatiza.

O Ministério conta “com a participação ativa de todos os pais e cuidadores de crianças para garantir o sucesso desta campanha”.

LUSA/HN

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