Grécia abre aeroportos aos voos provenientes do Reino Unido em 15 de julho

6 de Julho 2020

A Grécia vai abrir em 15 de julho os seus aeroportos aos voos diretos provenientes do Reino Unido, mas manterá ainda o encerramento à Suécia e à Sérvia.

O porta-voz do Governo, Stelios Petsas, anunciou em conferência de imprensa que a decisão foi tomada em cooperação com as autoridades britânicas e após a recomendação de peritos.

A Grécia tinha previamente banido os voos do Reino Unido devido ao alastramento da pandemia neste país. Os britânicos incluem-se entre os principais clientes da indústria turística grega, que garante cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), uma contribuição decisiva para a economia do Estado helénico.

Petsas sublinhou que de momento não serão abertos os aeroportos do país aos voos provenientes da Suécia, sem precisar uma data para o seu reinício.

Em paralelo, e perante um novo surto da pandemia na Sérvia, o Governo anunciou no domingo o encerramento das suas fronteiras para todos os cidadãos desse país vizinho da região dos Balcãs a partir das 06:00 de hoje e até 15 de julho.

Muitos turistas sérvios, que geralmente optam pelo norte da Grécia como destino de férias, conseguiram entrar no país durante o fim de semana, mas após permanecerem muitas horas na fila que de formou no posto de Promahonas, na fronteira com a Bulgária.

A Grécia mantém encerradas as suas fronteiras com a Albânia e Macedónia do Norte. O único posto fronteiriço terrestre aberto é Promahonas, por onde estão obrigados a entrar todos os visitantes procedentes de outras regiões dos Balcãs.

A propagação da pandemia na Grécia prossegue a um ritmo de menos de 30 novos casos por dia, apesar da abertura do país aos turistas a partir de 01 de julho e o levantamento quase total das restrições.

Os surtos da pandemia são casuais e sobretudo localizados no norte do país, e estão controlados até ao momento.

Os dados oficiais indicam que até domingo foram detetados 3.519 casos da covid-19, com 192 mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 534 mil mortos e infetou mais de 11,47 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (129.947) e mais casos de infeção confirmados (mais de 2,88 milhões).

Seguem-se Brasil (64.867 mortes, mais de 1,6 milhões de casos), Reino Unido (44.220 mortos, mais de 285 mil casos), Itália (34.861 mortos e mais de 241 mil casos), México (30.639 mortos, mais de 256 mil casos), França (29.893 mortos, mais de 203 mil casos) e Espanha (28.385 mortos, mais de 252 mil casos).

A Índia, que contabiliza 19.268 mortos, é o terceiro país do mundo em número de infetados, depois dos EUA e do Brasil, com mais de 697 mil, seguindo-se a Rússia, com mais de 686 mil casos e 10.271 mortos.

LUSA/HN

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