França impõe novas medidas de restrição devido ao agravamento da situação sanitária

24 de Setembro 2020

Cidades francesas como Paris, Lille ou Montpellier estão em "alerta reforçado" com interdição de grandes eventos, festas e com novos horários para bares, segundo novas medidas para conter a pandemia de Covid-19 esta quarta-feira anunciadas pelo Governo.

“A situação continua, globalmente, a degradar-se. As consequências sanitárias e o nível de tensão hospitalar exigem que tomemos medidas suplementares”, afirmou o ministro da Saúde, Olivier Véran, em conferência de imprensa.

Há atualmente 69 departamentos em alerta vermelho em França, com diferentes níveis de gravidade consoante a circulação do vírus.

Este agravamento levou à imposição de novas medidas de segurança sanitária que serão adaptadas a cada território e estarão a vigor durante, pelo menos, 15 dias.

Em cidades como Paris, Lille ou Montpellier, qualificadas como em alerta reforçado, o número máximo de pessoas num evento é agora de mil, estando proibidas festas ou ajuntamentos de mais de 10 pessoas em parques.

O encerramento de ginásios, de bares a partir das 22:00 e de todas as salas de festas são outras medidas.

No nível seguinte, considerado de “circulação máxima” do vírus, está Marselha e a região ultramarina da Guadalupe, onde os bares e restaurantes vão fechar a partir de segunda-feira.

Os números divulgados esta quarta-feira pelas autoridades francesas mostram o agravamento da disseminação da pandemia, com 13.072 novos casos confirmados em todo o país e 43 mortos nas últimas 24 horas.

Estes números elevam o balanço desde o início da pandemia em França para 481.141 pessoas infetadas com o novo coronavírus e 31.459 mortos.

Nos últimos sete dias houve 4.244 novas hospitalizações e 675 novos pacientes admitidos nos serviços de cuidados intensivos.

O ministro apelou ainda a que as empresas recorram ao máximo ao teletrabalho e que as pessoas reduzam as suas interações sociais.

Quanto a um possível reconfinamento local, Olivier Véran disse que as autoridades “estão a fazer tudo” para que isso não aconteça. “Não estamos na situação da Primavera passada”, assegurou.

LUSA/HN

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