Itália considera estender confinamento a outras regiões

7 de Novembro 2020

O Governo italiano vai avaliar nas próximas 48 horas a evolução dos dados de contágios por covid-19 e poderá estender o confinamento a outras regiões do país, para além das quatro atuais, afirmou hoje o ministro da Saúde, Roberto Speranza.

“Veremos os novos dados e, se necessário, haverá outras medidas”, que poderão passar pela definição de novas regiões em situação de risco, afirmou o ministro, numa entrevista publicada hoje no diário Fatto Quotidiano.

As regiões mais afetadas pela pandemia – Lombadia, Piamonte e Vale D’Aosta -, no norte do país, e a Calábria (pelo seu deficiente sistema de saúde), no sul, entraram na sexta-feira em confinamento, depois de o Governo as ter considerado em risco durante a segunda vaga da pandemia.

Desde sexta-feira que Itália está dividida em três zonas, com regiões amarelas, laranjas e vermelhas, segundo os indicadores de perigo que o Governo gere e que têm desencadeado críticas de todos os presidentes regionais.

Com este novo confinamento brando, como tem sido chamado, nas regiões consideradas zonas vermelhas lojas, restaurantes e bares não abrem.

Viajar para outras regiões e sair de casa é proibido, exceto para ir para o trabalho, levar os filhos à escola ou por motivos urgentes de saúde.

Os supermercados e negócios essenciais mantêm-se abertos, assim como as fábricas e outras atividades como cabeleireiros, tabacarias, quiosques e farmácias, e jardins-de-infância e escolas apenas para o ensino primário.

Lombardia, Piamonte, Vale D’Aosta e Calábria estão identificadas como zonas vermelhas, e a Sicília e a Apulia como laranja, estando o resto de Itália como zona amarela.

Na sexta-feira, Itália sofreu um novo aumento nos casos de covid-19, com 37.809 novas infeções nas últimas 24 horas, elevando o total para 862.681 desde o início da pandemia em fevereiro.

Foram registadas 446 novas mortes, o que aumenta o número total de óbitos para 40.638.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.792 em Portugal.

LUSA/HN

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