IPG com aulas à distância e meios digitais à disposição dos alunos

24 de Janeiro 2021

As quatro escolas do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) regressaram ao ensino à distância para garantir a segurança de estudantes, professores, investigadores e funcionários em relação à covid-19, foi hoje anunciado.

A forma como as escolas do IPG irão funcionar nas próximas semanas foi definida na sexta-feira, pelo presidente da instituição, Joaquim Brigas, através do Regulamento de Medidas de Contenção e Minimização do Risco de Infeções pelo Vírus SARS-CoV-2.

Segundo o documento, “os órgãos e os serviços do IPG e as suas unidades orgânicas devem iniciar de imediato a adaptação das suas atividades letivas, não letivas e de investigação, incluindo as avaliações académicas de qualquer natureza e para todos os cursos (CTeSP, licenciaturas, mestrados e pós-graduações), à gravidade da situação pandémica atual”, utilizando os métodos, ferramentas tecnológicas e procedimentos já conhecidos e testados anteriormente no ensino à distância.

“Aproveitámos os meses de ensino presencial do final de 2020 e do início de 2021 para alargar e melhorar os equipamentos e as tecnologias digitais de todas as unidades do IPG, única forma de garantir o bom acesso de todos os estudantes às aulas e uma verdadeira equidade de oportunidades educativas”, afirma Joaquim Brigas num comunicado hoje enviado à agência Lusa.

O IPG refere que o regresso ao ensino nas plataformas digitais “terá como preocupação central garantir a todos os estudantes – em especial aos com menos recursos – o acesso às salas de informática e aos meios digitais para que as suas aprendizagens não sejam comprometidas”.

“Neste momento, com o acesso às salas de informática e o aumento das medidas e regras de controlo sanitário, todos os estudantes que não tiverem nas suas residências os meios suficientes para acompanhar todas as aulas em boas condições, poderão fazê-lo nas instalações do IPG com total segurança e conforto”, lê-se.

O documento assinado por Joaquim Brigas determina que “a interrupção das atividades de ensino em regime presencial deve ser integralmente compensada por atividades não presenciais, garantido o reforço adequado dos tempos de aprendizagem e o acompanhamento contínuo e sistemático dos estudantes, evitando a interrupção dos programas de ensino/aprendizagem”.

“As avaliações podem ser adiadas e reprogramadas, tendo em vista a sua realização presencial quando a situação pandémica o permitir, incluindo a eventual criação de períodos extraordinários de avaliação ou o acesso a épocas de avaliação especial”, adianta.

O IPG tem quatro escolas superiores – de Educação, Comunicação e Desporto, Tecnologia e Gestão, Saúde e de Turismo e Hotelaria (Seia).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.107.903 mortos resultantes de mais de 98,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 10.194 pessoas dos 624.469 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

NR/HN/LUSA

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