Islândia é um dos primeiros países a emitir certificados de vacinação

26 de Janeiro 2021

A Islândia tornou-se num dos primeiros países a emitir certificados de vacinação com o intuito de facilitar as viagens de pessoas imunizadas contra a covid-19, divulgou hoje Reiquiavique, a propósito desta questão que gera discórdia na União Europeia.

Cerca de 4.800 pessoas que receberam duas doses de uma vacina contra a doença covid-19 são atualmente elegíveis para receber o certificado digital, referiu, em declarações à agência France-Presse (AFP), o Ministério da Saúde islandês, indicando que este serviço foi lançado oficialmente na passada quinta-feira e está disponível em formato ‘online’.

“O objetivo é facilitar a circulação de pessoas entre os países, para que os indivíduos possam apresentar um certificado de vacinação durante os controlos fronteiriços e assim ficarem isentos das medidas restritivas fronteiriças em vigor, de acordo com as regras estipuladas pelo país em questão”, afirmou o ministério.

Para os islandeses detentores deste documento, a utilidade deste certificado permanece, por enquanto, essencialmente teórica, até que esta espécie de “passaporte de vacinação covid-19” seja reconhecido internacionalmente.

Caso este recurso for adotado a nível internacional, a Islândia tenciona permitir, por exemplo, a entrada no seu território, sem qualquer controlo adicional, a pessoas portadoras de um certificado que seja oriundo dos Estados-membros da União Europeia (UE) ou do Espaço Económico Europeu.

A Islândia admite ainda autorizar a entrada através de certificados colocados em vigor pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Islândia não é membro da UE, mas integra o espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação), que tem sofrido várias medidas restritivas no âmbito da luta contra a propagação do novo coronavírus.

A possível introdução destes certificados de vacinação tem sido uma questão discutida pelos 27 Estados-membros da UE, mas, até ao momento, não há um consenso sobre a matéria.

Para a Grécia, este recurso pode ser importante para salvar o setor do turismo (área económica com forte peso nas contas de Atenas), mas para outros países, como França e Alemanha, estas discussões são encaradas como prematuras.

Entre os argumentos apresentados por Berlim e Paris está a ainda pequena percentagem de população vacinada e as incertezas que ainda que rodeiam o efeito da vacina sobre a transmissão do vírus.

Recentemente, o Comité de Emergência da OMS afirmou que se oponha, “por enquanto”, à introdução de certificados de vacinação contra a covid-19 como condição para permitir a entrada de viajantes num país.

“Ainda existem muitas dúvidas fundamentais em termos da eficácia das vacinas para reduzir a transmissão [do vírus] e as vacinas estão disponíveis apenas em quantidades limitadas”, adiantou então o Comité de Emergência da OMS nas suas recomendações, ao acrescentar que a prova de vacinação não deve isentar outras medidas de prevenção sanitária.

Através de medidas rigorosas de controlo fronteiriço e uma campanha intensa de rastreamento e de testagem de todos os casos positivos de covid-19, a Islândia, país com cerca de 365.000 habitantes, tem conseguido controlar a evolução da pandemia.

Na semana passada, menos de cinco infeções foram registadas diariamente no país.

A pandemia da doença covid-19 já provocou pelo menos 2.140.687 mortos resultantes de mais de 99,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

IPG acolhe polo do Centro de Envelhecimento Ativo

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai acolher um polo do Centro de Competências de Envelhecimento Ativo, que irá desenvolver atividades para criar melhores condições de vida aos idosos da região.

UC integra estudo mundial sobre aumento da obesidade

Mais de um bilião de pessoas vivem atualmente com obesidade no mundo, segundo um estudo internacional em que participaram investigadores da Universidade de Coimbra (UC), divulgou a instituição.

Quinze ULS terão equipas dedicadas na área da Saúde Mental

Os primeiros Centros de Responsabilidade Integrados dedicados à Saúde Mental vão arrancar em 15 Unidades Locais de Saúde, numa primeira fase em projeto-piloto e durante 10 meses, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights