Marta Temido disponível para continuar a servir o SNS de outras formas

8 de Setembro 2022

A ministra da Saúde, que se demitiu do cargo no final de agosto, afirmou hoje que procedeu a uma avaliação do seu contexto pessoal e das condições para prosseguir o seu caminho dentro do atual Governo.

Esta justificação foi transmitida por Marta Temido, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, que procedeu à aprovação do diploma regulamentar da nova direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Interrogada sobre as razões que a levaram a pedir a demissão do cargo de ministra da Saúde, em 30 de agosto passado, Marta Temido começou por remeter a sua resposta para o comunicado que divulgou nesse dia.

“Tenho continuado a trabalhar e a servir o meu Governo e o meu país, como fiz até agora, grata por esta oportunidade que tive. Naturalmente, tendo a plena consciência de que há ocasiões em que avaliamos também aquilo que é o nosso contexto pessoal e em que avaliamos as condições para prosseguir o caminho. Foi isso que fiz neste momento”, declarou Marta Temido.

Marta Temido foi também questionada se ainda terá um papel na nomeação do novo diretor executivo do SNS, tendo dito que não, porque esse processo terá lugar mais tarde no plano legislativo.

“A direção executiva é um novo momento, que só poderá acontecer depois da redação final do diploma. Esta aprovação foi feita com reserva da redação final. Esse é efetivamente um novo momento”, disse.

Marta Temido deixou uma palavra para quem lhe irá suceder no cargo: “Ao novo ministro da Saúde desejo a maior sorte”.

“Trabalhar num Governo é também trabalhar em equipa. Formamos equipa com quem esteve antes de nós e com quem virá a seguir a nós. Pela minha parte terei outras formas de servir o SNS, ao qual pertenço, e concretamente o meu Governo e o meu país”, acrescentou.

Neste ponto, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, também se pronunciou para salientar que a regulamentação da direção executiva do SNS “era um dos elementos fundamentais” no que respeita ao calendário já apresentado pelo primeiro-ministro, António Costa.

LUSA/HN

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