OMS pede a Pequim “mais dados e transparência” após registo de 60.000 mortes

15 de Janeiro 2023

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu à China que forneça mais dados, depois de registar quase 60.000 mortes nos hospitais ligadas à pandemia de Covid-19 desde o levantamento das restrições.

Além disso, a OMS pediu ainda “maior transparência” para entender as origens da pandemia.

“O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, conversou com o ministro Ma Xiaowei, diretor da Comissão Nacional de Saúde da China, sobre a situação da Covid-19 no país”, disse a organização, em comunicado.

Agradecendo a reunião, a OMS solicitou a divulgação pública de informação sobre a situação geral na China.

Nas últimas semanas, o diretor-geral e outros funcionários da OMS criticaram a relutância da China em partilhar dados confiáveis sobre a “onda de Covid-19” que está a “varrer o país”.

A OMS salientou estar a analisar informação do início de dezembro de 2022 a 12 de janeiro de 2023 para uma melhor compreensão da situação epidemiológica e do impacto desta “onda de covid-19 na China”.

A organização salientou ter tomado nota dos “esforços feitos pelas autoridades chinesas para reforçar” os cuidados de saúde, incluindo os cuidados intensivos.

A China registou quase 60 mil mortes nos hospitais ligadas à pandemia de Covid-19 desde o levantamento das rígidas restrições para combater a doença feito no país há um mês, anunciaram hoje as autoridades.

“Um total de 59.938 [mortes] foi registado entre 8 de dezembro de 2022 e 12 de janeiro de 2023”, avançou à imprensa o responsável da Comissão Nacional Sanitária da China, Jiao Yahui, referindo que o registo não tem em consideração as mortes que aconteceram fora das estruturas médicas.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Cuidados continuados integrados: o desafio da fragmentação em Portugal

A prestação de cuidados continuados em Portugal caracteriza-se pela fragmentação entre serviços de saúde e sociais, criando lacunas na assistência a idosos e pessoas com dependência. A falta de coordenação entre os diferentes níveis de cuidados resulta em transições inadequadas e sobrecarga para as famílias

O Paradoxo Português: Mais Médicos Não Significa Melhor Saúde

Portugal supera a média da OCDE em número de médicos, uma vantagem que esconde uma fragilidade crítica. A escassez persistente de enfermeiros compromete a eficácia dos cuidados, sobrecarrega o sistema e expõe um desequilíbrio perigoso na equipa de saúde nacional

Prescrição segura em Portugal: antibióticos e opioides ainda acima das melhores práticas internacionais

Portugal mantém níveis de prescrição de antibióticos nos cuidados primários superiores à média da OCDE, um padrão partilhado com outros países do sul da Europa. Este uso excessivo, aliado a uma tendência crescente para opioides, alerta para riscos de resistência antimicrobiana e dependência, exigindo uma estratégia nacional concertada para mudar práticas clínicas e culturais profundamente enraizadas

Prevenção em Saúde: A Cura que Portugal Ignora

Apenas 3% da despesa em saúde em Portugal é canalizada para a prevenção. Este investimento residual, estagnado há uma década, condena o sistema nacional a um ciclo vicioso de tratamentos caros e reativos. Enquanto isso, países como a Finlândia e o Canadá demonstram que priorizar a prevenção é a estratégia mais inteligente e económica para travar o tsunami das doenças crónicas

Inovação em Saúde Portuguesa: O Labirinto Burocrático que Prende o Futuro

O relatório “Health at a Glance 2025” da OCDE expõe uma contradição gritante em Portugal: apesar de uma investigação robusta e profissionais qualificados, a inovação em saúde enfrenta anos de entraves burocráticos, deixando os doentes à espera de terapias já disponíveis noutros países e travando a modernização do SNS

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights