Utentes do Oeste escrevem postais ao ministro da Saúde em protesto contra falta de médicos

8 de Março 2023

Os utentes dos concelhos do Cadaval, Lourinhã, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras estão a escrever postais para enviar ao Ministério da Saúde a protestar contra a falta de médicos de família.

“Queremos reunir pelo menos 4.500 postais até ao final de abril para o problema ser discutido na Assembleia da República e temos metade deles recolhida”, afirmou Jorge Humberto, do PCP, partido que está a promover a iniciativa, em declarações à Lusa.

Com os postais, os subscritores dos cinco concelhos, todos no distrito de Lisboa, pretendem “denunciar o problema da falta de médicos de família” na região.

Segundo é referido numa nota de imprensa, os postais vão ser colocados dentro de uma seringa gigante que será depois entregue no Ministério da Saúde a “exigir medidas necessárias para um melhor acesso ao único serviço público e universal que permite o acesso a todos em condições de igualdade”.

Ainda de acordo com a nota, a iniciativa surge no sentido de “dar continuidade à luta por melhores cuidados de saúde no Oeste”, depois de várias concentrações e protestos nos concelhos do Cadaval, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

A próxima concentração está agendada para dia 18, no centro da freguesia de Runa, no concelho de Torres Vedras. A extensão de saúde está sem médico, havendo “mais de mil utentes sem acesso aos mais básicos cuidados de saúde”, o que o PCP considera “inadmissível”.

No comunicado, os comunistas alertaram que nos cinco concelhos, integrados no Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul, existem cerca de 70 mil utentes sem médico de família num universo de mais de 200 mil habitantes.

“Numa altura em que se acentuam os problemas no acesso ao Serviço Nacional de Saúde, é necessário reverter a crescente falta de médicos de família e garantir mais contratações de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde”, sublinharam.

Para o PCP, “não é aceitável que para os utentes do Oeste a solução venha a ser a entrega dos utentes a equipas contratadas por instituições sociais em vez de médicos e enfermeiros no centro de saúde da sua área de residência”.

LUSA/HN

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