Três maiores cidades turcas adotam máscara obrigatória mesmo na rua

18 de Junho 2020

O uso de máscaras é obrigatório, a partir de hoje, nas três maiores cidades turcas - Istambul, Ancara e Bursa -, onde vivem 23 milhões de pessoas, anunciaram as autoridades regionais dessas cidades.

A Turquia está na fase de normalização do processo de confinamento adotado no âmbito da pandemia da covid-19, registando menos de 20 mortes diárias há 10 dias e com grande parte das atividades profissionais e sociais já restauradas.

No entanto, o medo de um novo surto levou as autoridades de várias províncias a impor o uso obrigatório da máscara, mesmo em espaços abertos.

Até agora, a precaução só era obrigatória dentro de edifícios, transportes públicos e espaços fechados.

Com a entrada na lista de Istambul, Ancara e da cidade industrial de Bursa, no oeste do país, passam a ser 45 capitais provinciais turcas que exigem o uso de máscara em qualquer circunstância. Algumas das cidades grandes não aderiram à medida, como Izmir ou Antalya.

Após uma primeira fase em que se registou escassez de máscaras, agora são distribuídas gratuitamente nos transportes públicos e noutros pontos urbanos e também podem ser encomendadas pela Internet.

A multa por violar os regulamentos de prevenção à saúde em tempos de pandemia foi fixada, nos últimos meses, em 3.150 liras turcas, o equivalente a 400 euros, uma quantia superior ao salário mínimo.

O ministro da Saúde turco, Fahrettin Koca, alertou para a possibilidade de o número de casos de covid-19 voltar a aumentar, comparando o número de infetados detetados diariamente nos últimos três dias com a média da semana passada e do mês inteiro.

Segundo os dados oficiais, houve, em Ancara e Bursa, um aumento de infeções de perto de 40% em comparação com a média mensal, enquanto em Istambul se registou uma ligeira queda.

Com 4.861 mortos desde que a pandemia foi declarada, em meados de março, a Turquia sofreu um impacto comparativamente menor do que outros países da região, o que os especialistas atribuem às medidas de prevenção tomadas, ao número reduzido de idosos no país e com o facto de os cuidados intensivos dos hospitais não terem sofrido colapsos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 445 mil mortos e infetou mais de 8,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.523 pessoas das 37.672 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

NR/HN/Lusa

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