Argentina levanta restrições na capital mas alarga confinamento em zonas mais afetadas

27 de Outubro 2020

A Argentina prorrogou esta semana as medidas para combater a pandemia de Covid-19 nas zonas mais afetadas do país, ao mesmo tempo que prossegue a reabertura na capital, onde os casos têm vindo a diminuir.

Desde o início da pandemia, o país contabilizou 1.102.301 casos confirmados de Covid-19, com mais de 11 mil só nas últimas 24 horas, além de 29.301 vítimas fatais da doença.

Até há alguns meses, a área metropolitana de Buenos Aires era o principal foco de transmissão da doença no país, representando mais de 90% do total de casos, uma situação que agora afeta sobretudo as províncias de Córdoba e Santa Fé (centro), à medida que o número de infeções na capital continua a descer.

Dos 11.712 novos casos comunicados na segunda-feira pelo Ministério da Saúde argentino, só 35,9% correspondem a residentes na capital ou na província de Buenos Aires, enquanto os restantes foram diagnosticados no resto do país.

Nestes locais vão manter-se as principais restrições à circulação, como a utilização exclusiva de transportes públicos por trabalhadores considerados essenciais ou a limitação de reuniões sociais a espaços abertos.

A nova prorrogação das restrições, que o Presidente Alberto Fernández anunciou na sexta-feira e foi publicada na segunda-feira no Boletim Oficial, prolonga-se até 08 de novembro.

A cidade de Buenos Aires mantém no entanto o plano de reabertura económica dos últimos meses, incluindo o regresso dos estudantes de alguns cursos a aulas presenciais ou a abertura de museus.

Os restaurantes poderão servir clientes no interior (até agora, estavam limitados às esplanadas), podendo os ginásios reabrir, com números limitados. As atividades religiosas poderão reunir até 20 pessoas.

Com 44 milhões de habitantes, a Argentina é o sexto país com mais infeções a nível mundial, depois dos Estados Unidos, Índia, Brasil, Rússia e França, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Em termos de óbitos, a Argentina está em 12.º lugar a nível mundial.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Estudo Revela Lacunas no Reconhecimento e Combate à Obesidade em Portugal

A HealthNews esteve esta manhã na apresentação da 9.ª edição do estudo “Saúde que Conta 2025”, em Lisboa. O evento, moderado pelo jornalista João Moleiro da SIC, contou com a apresentação da investigadora Ana Rita Pedro e reuniu especialistas em painel para debater os alarmantes dados sobre obesidade, literacia em saúde e a urgência de mudar a narrativa em Portugal. Os resultados mostram que uma em cada sete pessoas com obesidade não reconhece a doença e que persiste um forte estigma social

Médicos em greve geral contra reforma laboral e colapso do SNS

A Federação Nacional dos Médicos junta-se ao protesto nacional de 11 de dezembro, acusando o governo de promover uma reforma que precariza o trabalho e agrava a degradação do Serviço Nacional de Saúde, com consequências diretas nos cuidados aos utentes

O lenhador, o aprendiz e o médico do trabalho

José Patrício: Médico Especialista em Medicina do Trabalho e em Medicina Nuclear, com formação e competência em Avaliação do Dano na Pessoa e Curso de Técnico de Segurança no Trabalho. Candidato pela Lista A ao Colégio de Medicina do Trabalho, encabeçada por Carlos Ochoa Leite. Conta com 20 anos de experiência clínica e 10 anos de atividade em Investigação e Desenvolvimento como Gestor Médico no Departamento de I&D da BIAL. É Diretor Clínico de serviços externos e internos de Medicina do Trabalho.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights