Mais 514 mortes e 34.130 infeções no Brasil nas últimas 24 horas

28 de Novembro 2020

O Brasil contabilizou 514 mortes e 34.130 infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, informou hoje o Ministério da Saúde no seu último boletim epidemiológico.

No total, o Brasil, o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, concentra 171.974 óbitos e 6.238.350 casos confirmados de covid-19.

No país, cuja população ronda os 212 milhões de habitantes, a doença causada pelo novo coronavírus está com uma taxa de incidência de 82 mortes e 2.969 casos por cada 100 mil habitantes.

São Paulo, o Estado mais rico e populoso do país, continua a ser o foco da pandemia no Brasil com 1.233.587 de infeções, sendo seguido por Minas Gerais (409.731), Bahia (394.300) e Rio de Janeiro (347.348).

Em relação ao número de mortes, São Paulo (41.902), Rio de Janeiro (22.448), Minas Gerais (9.948) e Ceará (9.568) lideram nesse indicador.

O Brasil ocupa ainda a terceira posição mundial na lista de países com maior número de recuperados (5.536.524), atrás dos Estados Unidos (mais de 7,8 milhões) e da Índia (mais de 8,7 milhões).

No momento, 529.852 pacientes infetados estão sob acompanhamento médico, devido à covid-19, em território brasileiro.

Por outro lado, um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, anunciou que o país somou 501 vítimas mortais e 33.506 casos confirmados nas últimas 24 horas, totalizando 6.238.076 infeções e 171.998 óbitos

Face ao aumento de casos e óbitos de covid-19 no Brasil, entre 08 e 21 de novembro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reconhecido centro de investigação médica brasileiro, avaliou hoje que este crescimento ainda não pode ser chamado de “segunda onda”, mas que deve servir de alerta para reforçar o sistema de saúde do país.

“Ainda não se pode afirmar que o Brasil vive uma segunda onda da pandemia, mas a inversão da tendência de redução desses indicadores [de casos e óbitos] deve servir como alerta para todo o sistema de saúde, no sentido de reforçar a infraestrutura hospitalar e intensificar ações de atenção primária integrada à vigilância”, afirma o Boletim Observatório Covid-19 da Fiocruz, sublinhando a importância de combinar o distanciamento social com a realização de testes.

“Diante do atual cenário, os pesquisadores do Observatório Covid-19 ressaltam a importância de uma estratégia de enfrentamento da pandemia que articule a vigilância em saúde, com testes e identificação ativa de casos e contactos e, consequente, isolamento”, diz o documento.

O aumento de casos nas última semanas provocou a lotação dos hospitais em São Paulo e Rio de Janeiro, as duas maiores cidades do país, segundo levantamentos divulgados hoje por ‘media’ locais.

Em São Paulo, que tem 12,1 milhões de habitantes e detém o título de cidade mais populosa do Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde alega que 48% das vagas das camas de cuidados intensivos para tratamento de doentes infetados pelo novo coronavírus estavam ocupadas, mas o portal UOL informou que os hospitais públicos da cidade têm já lotação que chega a até 78%.

No Rio de Janeiro, que tem uma população estimada em 6,7 milhões de pessoas, a ocupação das camas de cuidados intensivos para pacientes com covid-19 atinge 94% na rede pública e mais de 90% nos hospitais privados.

Na sequência do aumento de infeções de mortes no país, o índice de isolamento social da população brasileira voltou a subir em novembro, depois de registar o nível mais baixo de toda a pandemia em de outubro, segundo dados do Mapa de Calor, plataforma digital criada pelas operadoras de telecomunicações.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.433.378 mortos resultantes de mais de 60,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

LUSA/HN

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