Coimbra vai construir centro de investigação do envelhecimento orçado em 20 ME

12 de Março 2021

A Universidade de Coimbra (UC) congratulou-se hoje com o aval do Governo à construção do Centro de Excelência em Investigação do Envelhecimento, um investimento que ronda os 20 milhões de euros.

“A minha reação é de contentamento e de alívio”, disse o reitor da UC, Amílcar Falcão, à agência Lusa, recordando que acompanha este processo “há seis ou sete anos”, desde o tempo em que exercia funções de vice-reitor.

Na reunião de quinta-feira, o Conselho de Ministros autorizou a “celebração do contrato de empreitada da construção do edifício MIA Portugal”, um projeto com liderança científica da Universidade, impulsionado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), quando o organismo era presidido por Ana Abrunhosa, atual ministra da Coesão Territorial, e que envolve diversas entidades.

O Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (Multidisciplinary Institute of Ageing, MIA) reunirá oito equipas de investigação no futuro edifício “UC Biomed”, que ficará situado no perímetro do Polo III da Universidade, onde já funcionam as faculdades de Medicina e de Farmácia, junto ao complexo principal do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Trata-se de “um projeto de investigação biomédica com várias componentes”, cujo investimento global deverá rondar os 50 milhões, sendo cerca de 20 milhões destinados à construção do edifício, com apoio de fundos da União Europeia (UE), cabendo à UC assumir no mínimo 15% do investimento, segundo Amílcar Falcão.

“Talvez a obra física comece em setembro”, admitiu o reitor, ao informar que a Universidade conta lançar o concurso público internacional “dentro de duas ou três semanas”.

Para já, as primeiras equipas de investigação contratadas estão a trabalhar em “instalações provisórias requalificadas”, referiu, prevendo que o novo edifício esteja pronto a funcionar no primeiro semestre de 2023.

“Estamos a correr contra o tempo, é crucial que seja construído o mais depressa possível”, sublinhou Amílcar Falcão, para recordar que está “em causa a utilização de fundos estruturais do atual quadro comunitário” da UE.

Enfatizando que o MIA “é um projeto de grande dimensão” que deve ser “olhado numa perspetiva de longo prazo”, o reitor disse que, com os investimentos planeados, “mudará muita coisa na Universidade” dentro de 15 a 20 anos.

LUSA/HN

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