Morreu o secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina

10 de Novembro 2020

O secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, morreu esta terça-feira, aos 65 anos, devido à Covid-19, disse a Presidência palestiniana à agência de notícias AFP.

“Saeb Erekat morreu no Hospital Hadassah Eib Kerem”, em Jerusalém, onde foi internado em 18 de outubro, disse a fonte.

O político, uma das personalidades palestinianas mais conhecidas, sofria de fibrose pulmonar e foi submetido a um transplante de pulmão em 2017 nos Estados Unidos.

Em 19 de outubro, a OLP informou que Saeb Erekat estava em “estado crítico”.

A organização anunciou em 9 de outubro que Erekat tinha sido infetado pelo SARS-CoV-2, descoberto em dezembro na China.

Erekat vivia na cidade de Jericó, na Cisjordânia, território ocupado por Israel.

Próximo do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, como o foi do líder anterior Yasser Arafat, participou como principal negociador nas negociações de paz com Israel.

Erekat esteve envolvido em quase todas as rondas de negociações de paz entre Israel e os palestinianos desde a histórica conferência de Madrid em 1991, quando apareceu vestido com um ‘keffiyeh’ (espécie de lenço) xadrez preto e branco, símbolo do nacionalismo palestiniano.

Nas décadas seguintes, Erekat foi uma presença constante nos ‘media’ ocidentais, defendendo incansavelmente uma solução negociada de dois Estados para o conflito de décadas, defendeu ainda a liderança palestiniana e culpou Israel pelo fracasso em chegar a um acordo.

A Palestina tem mais 58 mil casos de infeção pelo novo coronavírus, mais de 50 mil recuperados e mais de 520 mortes devido à covid-19.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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