O documento do Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos do Continente e Ilhas (SITEU) foi entregue nos ministérios da Saúde e das Finanças, bem como na Câmara de Santo Tirso e ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Ave, lê-se na nota de imprensa.
No documento, os profissionais de saúde exigem ainda a “garantia de que o hospital permanecerá sob gestão pública, totalmente integrado no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, bem como a “valorização e proteção das condições laborais dos profissionais de saúde que nele trabalham”, concluindo que ”a saúde é um direito inalienável e que não pode ser submetida a interesses privados”.
Para os signatários, a ULS do Médio Ave – que se distribuiu pelos concelhos de Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão – é “muito mais do que a soma das suas partes, sendo um modelo exemplar de integração de cuidados de saúde”.
“É também um importante centro de formação em diversas especialidades médicas e técnicas, cuja continuidade será comprometida caso o hospital seja retirado da esfera pública”, lê-se ainda no documento.
O presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, afirmou em 15 de março ter recebido da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a garantia de que o Hospital de Santo Tirso não passará para a gestão de misericórdia antes das legislativas.
A garantia da ministra aconteceu no decurso da reunião que o autarca socialista teve na véspera com a governante, tendo, segundo Alberto Costa, a ministra afirmado estar em curso um estudo sobre a transferência da gestão do hospital local e que provavelmente só estará pronto após as eleições de 18 de maio.
Em causa está o anúncio feito em dezembro de 2024 pelo primeiro-ministro Luís Montenegro de que a unidade de Santo Tirso passaria para a gestão da Santa Casa, decisão que gerou polémica no concelho do distrito do Porto, com movimentos sociais e partidos políticos, com a exceção do PSD, a manifestar-se e a exigir a manutenção do equipamento no SNS.
NR/HN/Lusa
0 Comments