Profissionais já retiravam seis doses de cada frasco da vacina Pfizer/BioNTech

8 de Janeiro 2021

O Ministério da Saúde esclareceu esta sexta-feira que, por orientação do Infarmed, os profissionais de saúde já retiravam seis doses de cada frasco da vacina da Pfizer/BioNTech.

Em comunicado, o Ministério da Saúde (MS) lembra que foi emitida a 30 de dezembro uma nota do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde – confirmando a possibilidade de extrair seis doses por cada frasco, “desde que fosse sempre verificado e assegurado o volume de 0,3 mililitros (ml) previamente a cada administração”.

“As doses devem ser retiradas em condições asséticas e utilizando agulhas e seringas apropriadas. Esta nota foi divulgada e disseminada estando a ser praticada na administração desta vacina”, acrescenta o MS.

O Ministério explica que a orientação “foi dada no contexto da discussão em curso, no âmbito da rede, integrada pelo Infarmed, autoridades reguladoras do medicamento da União Europeia e da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), tendo a empresa titular de Autorização de Introdução no Mercado submetido formalmente o pedido de alteração da extração do número de doses por frasco [de cinco para seis]”, cuja avaliação ficou hoje concluída.

O MS acrescenta que esta atualização, já aprovada pela EMA, irá ser refletida numa norma da Direção-Geral da Saúde “elaborada de acordo com o Resumo das Características do Medicamento (RCM)”.

“A prática generalizada dos postos de vacinação tem sido a utilização da 6.ª dose, cumpridas que sejam as condições exigidas”, afirma o MS, sublinhando que a utilização desta 6.ª dose “cumpriu com todas as regras de segurança e qualidade aplicáveis à reconstituição e administração de fórmulas medicamentosas”.

O jornal Expresso noticiou hoje que a falta de uma norma da DGS estava a fazer desperdiçar a 6.ª dose. Em Portugal a campanha de vacinação contra a Covid-19 iniciou-se em 27 de dezembro nos hospitais, abrangendo os profissionais de saúde, e já se estendeu-se aos lares de idosos.

A primeira fase do plano de vacinação, até final de março, abrange também profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos.

Nesta fase serão igualmente vacinadas, a partir de fevereiro, pessoas de idade igual ou superior a 50 anos com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A segunda fase arranca a partir de abril e inclui pessoas de idade igual ou superior a 65 anos e pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, hipertensão arterial, obesidade e outras doenças com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico.

Na terceira fase será vacinada a restante população, em data a determinar.

As pessoas a vacinar ao longo do ano serão contactadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Exposição “Arte e Vida: Enfrentar a Esclerose Múltipla” de Emanuel Ribeiro abre em Lisboa

O artista Emanuel Ribeiro apresenta três das suas mais impactantes obras – “À Deriva”, “Grito Mudo” e “Libertação” – na exposição “Arte e Vida: Enfrentar a Esclerose Múltipla”. Organizada pela Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), com o apoio da Merck e do El Corte Inglés (ECI), a exposição visa retratar as complexidades, desafios e triunfos da vida com esclerose múltipla.

Futuros nutricionistas enfrentam “tubarões” no Teatro Thalia

A NOVA Medical School vai trazer para a academia o conhecido modelo de captação de negócio ‘Shark Tank’, dia 28 de junho no Teatro Thalia, em Lisboa, proporcionando uma plataforma para os alunos finalistas da Licenciatura em Ciências da Nutrição se apresentarem ao mercado de trabalho.

Relatório de saúde STADA 2024: sistemas de saúde na Europa precisam de reformas urgentes

Os sistemas de saúde europeus estão em crise e necessitam de uma reforma urgente, revela o Relatório de Saúde da STADA 2024. Este inquérito representativo, que envolveu cerca de 46.000 entrevistados em 23 países europeus, destaca que os sistemas de saúde não conseguem atender adequadamente às necessidades de muitos europeus, levando-os a assumir a responsabilidade pela sua própria saúde.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights